Não deixe o Samba Morrer - Mr tambourine no Kitsch’n

No princípio o samba nem era samba. Era maxixe, jongo, marchinha, lundu, modinha, batuque e umbigada. Enfim, punha-se um branco, um índio e, para temperar, uns dois ou três negros no caldeirão e servia-se, como ainda hoje se faz, com bastante pimenta. Atualmente, até japonês faz um sambinha da melhor qualidade. E se ainda falamos de samba é muito por causa de um cara: Getulio Vargas. Era um presidente no mínimo controverso, mas queria valorizar as “coisas nossas”. Apadrinhou as festas populares, o samba-enredo e o carnaval; estes ganharam fama internacional e o brasil entrou no agenda cultural do planeta. Mesmo depois de ninguem mais lembrar-se de carmem miranda e da sua cesta de frutas tropicais. Hoje em dia, xiitas do samba no rio e em são paulo preferem nem mexer no pitch para nao alterar a pureza de temas antológicos. São as famosas rodas de samba de raiz. Mas aqui pra nós, sem desmerecer ninguém, essa não é a minha. Pra mim, e espero que pra você também, quanto mais misturado e remisturado melhor. Afinal, no princípio já era assim.
mr tambourine
